domingo, 20 de setembro de 2009

Seica ule doce...

E saber que hoje voltei bailar passeninho coa lúa, que ficamos sós sem dios quer saber por que, e que cavilei em ti em cada passo que daba, pois saberás que nom é doado seguirlhe o compás as estrelas de tanto brilar, coma centos de alfinetes que assubiam sem senso ao tom dumha lúa preguiceira que se move ao seu único som.

E saber que eu som o sol da túa lúa, que nem bailo nem pido nem choro beijos que sei que chegarám sem prisa, mais de cotío virám. Nem o ceo nem a terra mos agasalhará, mais alí estarám sem preguntar. Que som a túa nota desafinada pro teu compás, maila túa cicatriz do teu quevirá. Nube, silenzo, vomitona sem vomitar pro teu absurdo. Basta já! Abonda coas tuas micadas e volta-te adulto que nom che aturo máis!

E-lo sol que, sem chorar, bico obtém; bem certo é. E-la nota que destaca na minha mel de soms sem arrafulha-la melodía; abofé. Rendas meus sensos e cansa-lo meu ser num vaivém de movementos que realizas com desdém, apenas percatándo-te da profundidade que obtés...

Abonda cona! Estou cansa! Deija de lado issa tuda túa proeza

Abonda, tudo isto nom é coissa nova que ouver. Inda com tuda ista panacea na minha fantasía atópo-che que nom é doado viver.



...falta motio pro parque d'atraciós...?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Ventos do nordés estám a voltar

Embora sim. Embora volta a folha. Golpea com forza de novo o meu senso em tudo ser. Por sete caminhos chegarei de novo a isse paraísso guiado pelas estrelas, á cibdade santa. Clávanse-me milleiros de alfinetes nas costas, erguendo até o meu derradeiro cavelo.

Ouve a cantiga das gaitas que de volta pronto estou...

Aubea o lobo dende as altas e escuras montanhas cubertas de néboa namentras soa á máis fermossa das foliadas na praia... colho a folha do lisco na minha noite de Sam João perante cos carbalhos bruan na sagra branca lúa... Quente! Sangra! Lúa! Herva prenhadeira pro orbalho da fremossura!

Ouve, a cantiga das gaitas, que de volta pronto estou...

Assubiarám centos de muínhos mailos seus aturuxos nos meus sonhos de volta... de socato... pronto...

Ouve, a cantiga das gaitas, que de volta pronto estou!!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Schwarz auf Weiss

Precisso entrar urxentemente na túa natureza de tectónicos sentimentos... olhar-me nos teus olhos largo e tendido, empapar abuntantemente os meus beizos na túa pel, escoita-la túa cristalina voz ao meu caróm, saborea-la tua língoa de marmelo tam lentamente que tódolos reloxios se cansem e digam basta...

Dianhos... nom me chega o momento de sacudírmo-nos bem tuda esta distancia que nos empapa e malamente me deija respirar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

One more time... wir sind Aerodynamic!!


Preto, longem, preto, longem, preto, longem, preto, longem, preto, longem, preto...

Arriba, nos negros campos de celofán, há campás suaves como pétalos de caléndulas e de sons doces como o mel. Dum chimpo logo chegas... e espertas. Zeit, Zeit, Zeit... tu me manques, yo-mi-me-con-ti-go.


Zeit für arbeiten... aber jetzt, kein lust...

sábado, 4 de julho de 2009

Bullet without a face...

Estíven-che agardando... toda a noite mailo día... ti nom aparece-che ieu nom sabía que fezer...

Chamei-che, pesquisei-te sem gardar folgos, mais endejamáis che atopei...

Ao día seguinte, cum sorrisso e ás de prata, chega-che cansada, com outro conto pra hoje...

Flores... beijos... e amor...






Total!! Que ao día seguinte chegas de novo, cansada, com outro conto pro pra hojem. Agassalháches-me com máis flores e beijos e fala-che e falache de novas estaçóms além do inverno. Ieu, que já há quassem quatro lúas que nom o deijei de intentar, colhím a minha maleta cheia de fume e lisquei longem, longem, até onde as minhas pernas me puidessem levar... e rematei... rematei...

cheio de enerxía!!!



Obrigado! (semelha doado dizer...)

domingo, 24 de maio de 2009

Gods' Dice

Nom há rem máis doado que mata-lo Amor... O compricado é desfacer-se do seu cadáver...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Um sorrisso pela primaveira

Embora que imos miudinho, emprésta-me a túa raçóm que che quer dizer umha coissa...

"Coido que... com istas coissas cativas... e contigo pululando preto... som feliz..."